Gabriel Maffud de Paula Marques, Advogado

Gabriel Maffud de Paula Marques

Ibaiti (PR)

Sobre mim

Advogado - OAB/PR 96.438
Especialista em Direito Público pela Escola da Magistratura Federal do Paraná;
Especialista em Direito Civil e Processual Civil pela UniAmérica;

Pós-graduando em Direito e Processo do Trabalho pela UniAmérica.


Pesquisador do Grupo Garantias Fundamentais e Inimputabilidade penal: segurança jurídica e a abolição de direitos fundamentais pela redução da maioridade penal, pela Academia Brasileira de Direito Constitucional.


Autor dos Livros: Direito e Psicologia o Sujeito em Analise. Crime, Direito Arte e Literatura. Paz Constituição e Políticas Públicas. Reforma Política Diálogos e Reflexões. Todos em Coautoria.

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Direito e Psicologia- O sujeito em Inclusão
IREITO E PSICOLOGIA: O SUJEITO EM INCLUSÃO impulsiona o pensamento para a interdisciplinaridade e sua importância para a sociedade brasileira. Lidar com parâmetros epistemológicos de diferentes áreas significa entender que a dinâmica social precisa evidenciar a incomensurabilidade de alteridades. As mesmas alteridades que são invisíveis ao ordenamento social. Por outro lado, a proposição de uma coletânea que tem em seu bojo reunir e debater posicionamentos, tradicionalmente, assimétricos e díspares, tanto no que tange a papeis sociais quanto epistêmicos, aponta caminhos necessários ao convívio humano. No primeiro caso, a disposição dialógica entre professores(as) e acadêmicos(as) oportuniza rupturas na relação educacional impositiva dos sistemas de educação. A construção em conjunto quer como orientação, sugestões e partilha de experiências intercalam-se em tessituras narrativas sobre a estruturação das instituições sociais. Complementando ideologicamente esse trabalho, o diálogo entre saberes psicológicos e jurídicos assevera o papel que a academia deve intensificar como missão institucional. Reforço a pluralidade de saberes para caracterizar as atitudes interpretativas e sistemas discursivos que em sua gênese não foram produzidos com a intencionalidade ao qual aqui foram delineadas. O desdobramento dessas duas rupturas engendra novas perspectivas otimistas da formação e da prática profissional sobre a qual ocorreram. Há linhas de fuga do fazer universitário instituído, qual seja, do exercício da docência e do ser aprendiz. Como observamos a produção dos textos coletivos é um dispositivo analítico acerca do controle social, como o é o processo ensino-aprendizagem, de proteção ao(às) desprotegidos(as), da compreensão do ser da infância, da adolescência ou do sofrimento. Outrossim, as epistemologias que tecem essas reflexões propõem ordenamentos em si sobre seus objetos, mas que em sua reutilização refazem seus objetos, provocando o(a) leitor(a) a um desajuste como o encontro com a alteridade precisaria ser: afirmando sua existência própria pela alteridade, isto é, desarticular a negação na forma de uma parte da realidade, para afirmar a heterogeneidade em si. A aventura desse encontro é otimista enquanto afirmação e constatação humanas em seus múltiplos estados. Ainda precisamos desdobrar nossas práticas em condições que não correspondem ao caminhar da modernidade para pós-modernidade, isto é, constatar realidades não institucionalizadas e experimentar novas práticas. Dessa forma, os textos provocam antagonismos sobre o lugar de aceitação e reafirmação de uma totalidade social, que precisa da alteridade como necessidade de negação de si – inclusive para manter sofrimentos e exclusões sociais. Por isso, há que se repetir essas proposições dialógicas, afirmando pelo e com o outro os condicionantes de seu sofrimento mesmo irrompendo incômodos no cotidiano; há que existir espaços para o não concluir, mas indagar; há que deixar o encontro humano também possibilitar o desencontro, como inquietações persistentes para propor novos caminhos ora e outra mais estreitos entre o devir criativo e o da repetição. Prof. Dr. Jefferson Olivatto da Silva
CRIME. DIREITO, ARTE E LITERATURA
Conceber o direito a partir da arte e da literatura é abrir as portas ao múltiplo, ao belo, ao verdadeiro. Se a representação estética da arte presente em filmes e livros reporta-se ao mundo da vida, tomar tal mundo interpretado pela arte no estudo do direito só faz acrescentar um sem-número de possibilidades à ciência jurídica cujo foco não prescinde da visão humanística tão decantada na atualidade. A obra Crime, Direito, Arte & Literatura, organizada pelos Professores Ilton Garcia da Costa e Rogério Cangussu Dantas Cachichi, valoriza esse belo encontro interdisciplinar, numa certeira celebração da humanidade que não pode faltar nas reflexões jurídico-sociais. Justamente nessa senda, a obra brinda o leitor com o magnífico texto de Ana Carolina Abud Ferreira e Maurício Gonçalves Saliba, intitulado Diálogos entre direito e literatura: análise do livro “crime e castigo”, de Fiódor Dostoiévski. Trata-se de bem-sucedido exemplar dessa comunhão tão necessária quanto importante entre direito e a literatura de um dos escritores mais conhecidos e lidos no mundo: Fiódor Mikhailovith Dostoiévski, cuja complexidade do legado nos desafia em várias áreas do conhecimento. O capítulo toma em consideração a famigerada obra Crime e Castigo para examinar nuances do paradigma criminológico e de questões caras ao direito como a pena e a culpa. Por seu turno, no segundo capítulo: O julgamento de Capitu: defesa e acusação sobre provas do adultério no romance Dom Casmurro, os autores Luciano Ferreira Rodrigues Filho e Gabriel Maffud de Paula Marques, a partir da obra do maior escritor brasileiro do séc.XIX Machado de Assis, examinam o crime de Capitu e Escobar contra Bentinho, protagonista narrador. Alinhavados argumentos em prol e contra a existência da traição, os autores analisam a trama nodal do romance também com olhos na atualidade. Na sequência, o leitor será positivamente surpreendido com o texto O apedrejamento de Soraya M. no caleidoscópio jurídico de autoria de Diego Nassif da Silva. Trazendo à baila alguns dos múltiplos recortes jurídicos possíveis sobre filme 'O Apedrejamento de Soraya M.', o capítulo expande sua análise para o âmbito geral e impessoal buscando argumentos que permitam guiar a percepção e a busca por transformações. Discutindo temas de grande relevância como penas cruéis e de morte, minorias e outros, o texto examina o contexto da violência contra a mulher sobretudo nas culturas patriarcais. Ainda sobre a violência contra a mulher, no capítulo seguinte o leitor travará intenso contato também com a psicologia. O texto de Aline de Menezes Gonçalves Rodrigo César Costa, cujo título é Violência contra a mulher e a sua relação com a psicologia jurídica: uma análise do filme 'Os homens que não amavam as mulheres', apresenta um retrato desse problema à luz da arte e da psicologia jurídica atual em busca do diálogo com direito, almejando promover amadurecimento e conscientização com o fim de minimizar os problemas jurídicos, sociais, familiares e psicológicos decorrentes desse tipo de violência. A seguir, o texto de Luiz Henrique Martim Herrera apresenta-se como verdadeiro exemplo do que a simbiose direito e literatura é capaz de fazer no campo da educação jurídica. O capítulo Capitães da areia, um retrato do presente: reflexões sobre a normalização do saber jurídico e a necessidade de formação 'de rua' do bacharel em Direito revela com rara beleza a função da literatura como instrumento valioso na formação do bacharel em direito, cuja postura crítica favorecerá, entre outras, a compreensão da intrincada tensão entre Estado e minorias. De sua parte, o capítulo O direito de morrer dignamente e o caso de Ramón Sampedro: do suicídio assistido à eutanásia, distanásia e ortotanásia no ordenamento jurídico brasileiro de Maytê Ribeiro Tamura Meleto Barboza e Luiz Fernando Kazmierczak, cuida com primor do polêmico tema do direito à morte digna. Feraz em controvérsias, o assunto encontra muitas resistências e tabus ainda hoje. O magnífico texto não descurou de cuidar do direito à vida e do princípio da dignidade humana, pressupostos esses fundamentais para qualquer enfrentamento da questão central do capítulo e de suas práticas mais difundidas: o suicídio assistido, a eutanásia, a distanásia e a ortotanásia. O artigo Da ornitofobia à homofobia: uma reflexão entre a alegoria do desconhecido no filme 'Os Pássaros' de Alfred Hitchcock e a defesa do direito da minoria homossexual frente ao preconceito sociocultural no campo jurídico por meio da identificação de suas origens, de Fernando de Brito Alves e Marco Antonio Turatti Junior, de modo exitoso promove a discussão analógica da ornitofobia dos habitantes fictícios de Bodega Bay na Califórnia e a homofobia vivida na sociedade nos dias atuais, o que dá mostras de que tal população fictícia, sem saber do motivo dos acontecimentos caóticos ocorridos no filme, só conseguiu entrar em pânico e sucumbir aos ataques das aves. Portanto, conduzem-se os autores para o raciocínio de que, se não houver a tomada de ações voltadas à investigação focada na gênese do preconceito, as atitudes tomadas em momento posterior não serão eficazes o bastante “para erradicar o preconceito e fazer valer e promover os direitos humanos e os princípios de igualdade e liberdade”. Por outro lado, no capítulo 'O dia depois de amanhã' e os direitos humanos como fundamento para o desenvolvimento sustentável, de Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza e Sébastien Kiwonghi Bizawu, traz-se à colação a importância de se reconhecer o meio ambiente como um direito humano fundamental à existência do próprio homem para se alcançar um desenvolvimento sustentável. Para tanto, serve-se da análise da maneira como o mundo reage aos atuais problemas ambientais, a exemplo do que ocorre na ficção do consagrado filme “Um dia depois de amanhã’’. O texto inicia-se com a análise do filme e do conteúdo histórico dos Direitos Humanos até sua positivação na Constituição Brasileira de 1988, navegando pela filosofia política liberal e pelos diplomas internacionais sobre meio ambiente e direitos humanos. Por fim, Felipe Lourenço Mendes e Nathan Barros Osipe, no capítulo derradeiro Arte e crime: o mercado negro deflagrado pela operação Lava - Jato, trata da criminalidade da lavagem de dinheiro e a utilização de obras de arte para sua execução, em especial no que tange às recentes deflagrações da operação Lava-Jato. Além de atual, o tema explora outra faceta da relação entre direito e arte, a saber, a da utilização das obras de arte como meio de simular a origem ilícita de capitais. Sendo assim, ao cabo dessas considerações prefaciais, impende dizer que está a espera do leitor um plexo aberto de possibilidades pronto para maravilhá-lo no espanto da arte, da literatura e do direito. Profa.Dra. Viviane Coêlho de Séllos-Knoerr
Reforma Política Diálogos e Reflexões
O resultado das escolhas políticas exerce influência imediata no cotidiano do cidadão, interferindo em suas atividades públicas e privadas. O Brasil, devido a vários fatores, tais como, características históricas e econômicas, possuiu baixa adesão política da maioria de seus cidadãos, com a consequente formação de uma sociedade onde a participação popular predomina como parte meramente chancelatória de uma forma ou outra forma de assunção ao poder. O volume de participação popular não necessariamente demonstra interesse político, pois um grande número de cidadãos não quer dizer que estejam livres e conscientes de suas escolhas. Em uma visão míope e rasa da realidade, muitas vezes o discurso prega que a quanto mais volumosa a participação, maior é o engajamento do cidadão, confundido o aspecto quantitativo com o aspecto qualitativo. Neste ponto, são muitos os estudos sobre as causas dessa desconexão, sendo a falta de vontade política dos governos em investir na emancipação educacional da população brasileira um dos grandes problemas atuais. Historicamente, os eleitores são mantidos econômico, social e politicamente hipossuficientes, fazendo com que dependam dos favores estatais que, aliados a facilidade em influenciar e distribuir subsídios, os interesses individuais são sobrepostos aos coletivos, sempre em detrimento de manutenção e continuidade do sistema. Ocorre que o problema é muito amplo e, entre muitos fatores, para a efetiva participação popular é necessário que sejam respeitados os princípios básicos da dignidade da pessoa humana, dando-lhe condições mínimas para que possa participar nas decisões coletivas. É importante a utilização de todos os mecanismos possíveis de incentivo direto de participação de todos na vida política da sociedade. Nessa ótica, temos a satisfação de apresentar a obra “Reforma Política: Diálogos e Reflexões”. A presente obra apresenta artigos sobre temas ligados à reforma política no Brasil, produzido por autores de diversas regiões do país e que buscam trazer os mais variados matizes de entendimento e opiniões. Deste modo, ficamos muito honrados em participar desse projeto, onde todos os profissionais de destaque nacional que integram a presente obra, terão a oportunidade de contribuir para a sociedade brasileira com importantes reflexões sobre o tema.
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